Lei do bom samaritano
First Aid & CPR Montana
O Bom Samaritano: compaixão e proteção
Extraída da Bíblia (Lucas 10:25-37), a parábola do Bom Samaritano narra como um viajante dado por morto é socorrido por um desconhecido que cuida dele e vela pelo seu bem-estar. Além do seu contexto religioso, transmite uma mensagem universal: o dever moral de prestar socorro ao próximo em perigo, com compaixão e altruísmo.
Inspiradas neste princípio, muitas leis do Bom Samaritano foram promulgadas em todo o mundo para proteger de processos judiciais quem presta assistência de boa-fé numa emergência. O alcance exato dessa proteção, contudo, varia de uma jurisdição para outra: veja a seguir o que prevê a lei aplicável à sua região.
Sua proteção nos termos da lei
Em Montana, o Mont. Code Ann. § 27-1-714 protege qualquer pessoa — médico licenciado, bombeiro voluntário ou simples transeunte — que, de boa-fé e sem remuneração, preste cuidados ou assistência de emergência no local de um acidente ou emergência. O uso de um DAE é regido pelo Mont. Code Ann. § 50-6-505, que resguarda tanto quem emprega o aparelho em conformidade com a lei quanto quem pratica RCP sobre uma pessoa à qual um DAE é ou pode ser aplicado. Em ambos os casos, a imunidade só cede diante de negligência grave ou de atos dolosos ou desregrados.
Sem obrigação de agir, mas todos os motivos para fazê-lo
Montana não impõe a ninguém o dever de intervir: prestar socorro continua sendo uma escolha livre, a de um coração que se recusa a permanecer espectador. Essa escolha é protegida quando feita de boa-fé e sem remuneração, e o uso de um DAE — como a RCP praticada à espera do aparelho — está incluído nessa cobertura. O receio de um processo não deve, portanto, detê-lo: aqui, a lei caminha ao lado de quem age, ela não o pune.
Por que a formação é essencial
Em Montana, a própria imensidão do território faz com que o socorro possa levar longos minutos, às vezes mais, para alcançar uma vítima isolada. Formar-se em RCP e primeiros socorros é preparar-se para preencher esse intervalo decisivo: reconhecer uma parada cardíaca, manter a circulação sem fraquejar, empregar um DAE com firmeza até a chegada dos profissionais. Sob o grande céu de Montana, o primeiro socorrista nem sempre veste uniforme — muitas vezes é um vizinho, um caminhante, um ente querido que soube aprender. Faça essa escolha hoje e mantenha-se pronto para ser, chegado o dia, aquele com quem se poderá contar.